Vice-presidente da FEBRATEL afirma que fim da terceirização seria um erro histórico

Por Patrícia Ribeiro - 27 de maio de 2009
Foto da Vice-Presidente da FEBRATEL, Vivien Mello SuruagyVivien Suruagy, também presidente do Sindicato Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços e Instaladoras de Sistemas e Redes de TV por Assinatura, Cabo, MMDS, DHT e Telecomunicações (Sinstal), acredita que o fim da terceirização nas áreas de telecomunicações e energia seria um erro histórico e de danos imensuráveis, podendo converter-se, literalmente, na sentença da morte anunciada de milhares de empregos no Brasil, de centenas de empresas, da competitividade daqueles setores e da estabilidade das tarifas. O veredito sobre a terceirização nas áreas de telecomunicações e energia, no julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que deverá ocorrer no dia 28 de maio, poderá converter-se, literalmente, na sentença da morte anunciada de milhares de empregos no Brasil, de centenas de empresas, da competitividade daqueles setores e da estabilidade das tarifas. – Este será o vaticínio inexorável caso a Corte decida-se pela prevalência de sua Súmula 331, na qual se deduz que somente são passíveis de terceirização as atividades-meio. Independentemente do caráter até certo ponto ambíguo dessa norma e do relevante fato de ela afrontar o princípio da liberdade de trabalho consagrado na Constituição e previsto no Código Civil, o mais grave é que um eventual veto à terceirização das atividades-fim seria o prenúncio do caos – denuncia Vivien. Em sua opinião, o primeiro golpe ocorreria nos postos de trabalho. “Somente as operadoras de telefonia têm 100 mil terceirizados em atividades de instalação e manutenção de redes e 150 mil em call centers. Neste caso, já se somariam 250 mil desempregados, cuja parcela não seria assimilada nos quadros próprios de recursos humanos das concessionárias. Neste momento de crise econômica é insensato cogitar medidas que coloquem em risco o emprego de milhares de pessoas”. O segundo impacto imediato, de acordo com a presidente do Sinstal, seria o aumento de custo, com inevitável pressão sobre as tarifas, pois as empresas de telecomunicações, assim como as de energia e de todos os segmentos, gastam muito mais do que as terceirizadas para realizar determinadas tarefas. – Está consolidado há muito tempo o conceito de que a terceirização dos serviços contribui para que empresas de todos os segmentos atendam aos requisitos contemporâneos de qualidade, produtividade, agilidade e baixo custo operacional – finaliza Vivien Suruagy, vice-presidente da Federação Brasileira de Telecomunicações.
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